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“A DOUTRINA ESPÍRITA ENSINA A PENSAR, E NÃO O QUE PENSAR”.

"... porquanto estudar os Espíritos é estudar o homem ..." Allan Kardec




segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

* Um fenômeno mediúnico luminoso chamado de Estrela de Belém

José Reis Chaves
Belo  Horizonte

         Os espíritos ao se manifestarem, recorrem muito às formas de luz, fogo,  relâmpago, clarão, tocha etc. E creio que grande número de autoridades  religiosas judaico-cristãs tem conhecimento desses fenômenos mediúnicos  luminosos, pois a Bíblia está cheia deles, só que eles não podem falar e  mantêm este conhecimento “in pectore” (no coração). Esse assunto  é, como se diz, um arroz com feijão para os espíritas, como eu mostro em meus  livros, nesta coluna, palestras, seminários, DVDs, e programas de rádio e TV.
             O Vaticano tem um museu de manifestações de espíritos a  católicos, inclusive  a autoridades da Igreja. No passado, só os bispos, alguns padres e leigos  indicados por eles podiam entrar nesse museu, denominado de “Museu das  Almas”. Agora está mais fácil visitá-lo. São cerca de 270 registros  desses fenômenos provocados mediúnicos, inclusive alguns com marcas de  queimaduras feitas por mãos em fogo, em livros e papéis.
       E eis alguns exemplos desses fenômenos, chamados de espirituais por são  Paulo, de manifestações de espíritos através de luz, fogo, relâmpago, tocha  etc. “... os seus olhos eram como tochas de fogo...” (Daniel  10:6); “... apareceu-lhe o Anjo (espírito) do Senhor numa chama de fogo  do meio duma sarça; Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça  não se consumia.” (Êxodo 3: 2). A sarça não se consumia, porque o fogo  era apenas a forma usada pelo espírito, e não um fogo verdadeiro. A expressão  “O Anjo do Senhor” está com as iniciais maiúsculas e o artigo  definido, porque o tradutor, erradamente, entendeu que se tratasse do  espírito do próprio Deus.
       Em  forma de fumaça ou nuvem (ectoplasma) é outro meio que os espíritos usam para  se manifestar. “De dia a nuvem do Senhor repousava sobre o tabernáculo,  e, de noite, havia fogo nele...”. (Êxodo 40: 38). E termino essas  citações com este: “Do trono saem relâmpagos, vozes e trovões, e diante  do trono ardem sete tochas de fogo, que são os sete espíritos de Deus.”  (Apocalipse 4: 5).
          E não é por acaso que os povos antigos adoravam o fogo, e os orientais têm a  palavra em sânscrito deva, que tem a raiz dos vocábulos Deus e divino, o que  nos lembra da palavra latina “dies” (dia), que é uma consequência  da luz solar. E é comum dizermos também que Deus, o Espírito Número Um, é  Luz. Temos ainda as línguas de fogo de Pentecostes, que representam vários espíritos  falando em várias línguas através dos apóstolos médiuns de xenoglossia  (fenômeno que consiste em o médium, que está em transe, êxtase ou instase e  outros estados alterados de consciência, falar em línguas estrangeiras  desconhecidas por ele).
          E  parabéns ao astrônomo Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, pelo seu artigo em  Opinião, de O TEMPO, em 24-12-2011: “A Estrela de Belém foi um sinal  astronômico ou sinal divino?”. Ele afirma que é mais lógico pensar num  sinal divino e não astronômico. Apenas eu interpreto o termo divino como   espiritual ou mediúnico, pois mago significa também médium. E, no fundo, pode  ter havido no fenômeno luminoso influência de Deus sobre o espírito  manifestante que guiou os reis magos e os pastores, e que eles pensaram, por  ignorância da época, que se tratasse duma estrela, “A Estrela de  Belém”!
        PS:
        Lançado o livro “Atravessando Fronteiras – Talidomida, a  Impunidade Continua”, de Rosângela Nascimento. Contato (31) 3498-5970.   E-mail: papoula18@hotmail.com  

Enviado por José Reis Chaves

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